Logo Se Vê

 

Suponho que, tal como a maioria, tenho uma ideia de mim mais romântica do que aquilo que sou na realidade. Isto não é em si um problema, a menos que se admita que possa existir uma qualquer autoridade superior credenciada para distinguir a diferença e em quem, sem reservas, deveríamos acreditar (não me parece que exista).

Problema é muito mais, quando por acaso me assaltam vislumbres dessa dissonância, convencer-me que em nome de uma teórica harmonia é absolutamente necessário afinar comportamentos e filtrar pensamentos, quando afinal nunca chego a sair de mim, porque não é possível.

Ou seja, é verdade que me vou esquecendo de como era o futuro, mas não faz mal.

 

 

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