É sempre assim

 

É tarde, não é?

Já é outra órbita, mais lenta, mais larga, mais esquisita, mais esquisita para ti, que ainda não chegaste ao pátio vazio (solarengo, sim, mas vazio), aquele onde te apercebes que afinal a tua órbita tem tanto de inevitável como de impossível, e que só pode mesmo ser assim.

É sempre assim.

Quem me dera conseguir explicar-te. Quem me dera conseguir não querer explicar-te, tanto. Quem me dera que não fosse assim.

Mas não, é sempre assim.

 

 

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